News #51 Pare de aperfeiçoar o que o cliente nunca viu


A sensação de nunca estar pronto pode adiar um contato importante para quem está desenvolvendo uma ideia: o contato com o cliente. A inteligência artificial pode ajudar a encurtar esse caminho, acelerando a construção de primeiras versões para testar e aprender. Nesta edição #51, quero conversar sobre como tirar ideias do planejamento e começar a colocá-las em prática. E já te peço uma resposta rápida: o projeto que você está segurando hoje é uma faca ou um canivete suíço? Responda FACA ou CANIVETE nos comentários. Explico a diferença logo abaixo.


“Ainda falta um ajuste.”

Essa frase resume uma dificuldade que vale discutir quando falamos de inovação. A gente desenvolve uma ideia, começa a construir, encontra algo para melhorar e continua trabalhando. Mas em que momento coloca essa primeira versão em contato com o cliente?

Quando esse encontro é sempre adiado, o aperfeiçoamento acontece sem a participação de quem queremos atender. Continuamos decidindo o que falta e o que precisa mudar a partir do nosso próprio olhar.

É por isso que gosto de trazer a ideia de que feito é melhor que perfeito. Ela ajuda a enfrentar esse fantasma do “nunca estou pronto” e a avançar para a experimentação.

Uma primeira versão para começar a testar

A prototipação é a construção de uma versão inicial que permite experimentar uma ideia. E a inteligência artificial está acelerando esse processo, ajudando a transformar o que queremos fazer em algo que já podemos mostrar e testar.

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Papelão, caneta e coragem: o protótipo que já dá para mostrar ao cliente.

Em A Startup Enxuta, Eric Ries apresenta um ciclo que ajuda a entender esse movimento: construir, medir e aprender. A proposta é colocar uma ideia à prova, observar a resposta dos clientes e usar esse aprendizado para orientar os próximos passos.

É aí que entra o produto mínimo viável, conhecido pela sigla MVP: a versão mais simples que permite testar uma proposta e aprender com quem vai usá-la. Imagine que você queira atender alguém que precisa cortar um barbante. Uma faca simples já permite testar se essa solução atende à necessidade. Mas a gente continua acrescentando funções e desenvolvendo um canivete suíço antes de descobrir se alguém precisa de algo além da faca.

Em 2010, antes mesmo de lermos A Startup Enxuta, eu era consultor do Projeto RAIO (Rede de Atendimento, Informação e Orientação), iniciativa do Sebrae liderada pela Marcia Matos para transformar lan houses em pontos de apoio a microempreendedores da periferia. Era um time muito bacana, que contava ainda com Marcel Fukayama 深山, pelo CDI, e com Rodrigo Mesquita, Cacau Guarnieri e Marina Miranda 玛丽娜, pelo Instituto Peabirus. Nosso MVP? Uma plataforma de gamificação feita no Google Forms. Era a nossa faca: simples e suficiente para começar a testar.

De lá para cá, não é exagero dizer que tudo mudou. Tenho experimentado e pesquisado inteligência artificial para vários fins, incluindo a construção de protótipos no meu próprio site. Dois exemplos recentes são a página sobre como inovar, pensada também para facilitar sua leitura e localização por sistemas de inteligência artificial, e a landing page da palestra Inteligência Artificial Descomplicada.

São aplicações ligadas ao meu trabalho, que permitem explorar essas ferramentas a partir de necessidades concretas. A possibilidade de construir mais rapidamente abre espaço para começar a experimentar mais cedo.

O que você já pode colocar em movimento?

O ponto de partida pode estar em um projeto que você já quer desenvolver. Antes de escolher uma ferramenta, vale identificar o que deseja construir e o que precisa descobrir ao apresentar essa ideia a alguém.

A inteligência artificial pode ajudar a encurtar o caminho entre o planejamento e uma primeira versão. Com isso, a gente ganha a possibilidade de começar os testes e conversar com o cliente mais cedo.

Esse é o sentido do “feito é melhor que perfeito” que quero destacar: dar à ideia a oportunidade de sair do planejamento, encontrar as pessoas e continuar se desenvolvendo a partir desse contato.

E aí: o projeto que você está segurando hoje é uma faca ou um canivete suíço? Responda FACA ou CANIVETE nos comentários e, se quiser, conte qual é a ideia.


Da ideia à prática: nova turma na ESPM

O curso Criatividade, Design Thinking e Inteligência Artificial, da ESPM, começa em 9 de novembro, com o programa que atualizei para colocar a mão na massa: entender quem é o cliente, identificar sua dor e usar a IA para desenvolver soluções para o problema certo.

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Da dor do cliente ao protótipo com IA. Começa em 9 de novembro, online e ao vivo.

A base é o Playbook Inovação Descomplicada com IA, que reúne meus aprendizados dos últimos dois anos em projetos, cursos e mentorias. O caminho tem dois movimentos: primeiro desenhar a coisa certa, entendendo o problema de verdade, e depois desenhar certo a coisa, quando a solução entra em cena. As etapas de descobrir, definir, desenvolver e entregar conectam design thinking e IA até a prototipagem.

O programa também ganhou conteúdos sobre o Claude, a inteligência artificial da Anthropic, para ampliar as possibilidades de aplicação. Serão 15h, online ao vivo!

Conheça o curso e faça sua inscrição.


Giro dos Associados: Liga dos Inovadores

  • Boas-vindas, João Coimbra Marinho! Montador de filmes e editor de vídeos, João chega à Liga enquanto prepara um podcast sobre mitologia, começando pela egípcia. Que venham boas trocas para fazer esse projeto avançar!
  • O que você fez este mês e o que trava o próximo passo? Essa foi a provocação de Priscila Pinheiro no último Deu Liga: compartilhamos projetos, discutimos MVPs e ajudamos uns aos outros a definir próximos passos. Nosso encontro livre de conexão e troca acontece às quintas-feiras, às 10h, na Hora da Liga.
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Finalzinho do nosso encontro da Hora da Liga. Leve, divertido e com muito conhecimento compartilhado!
  • Livro autografado em promoção: Heverton Anunciação está com seu livro sobre CRM e experiência do cliente por R$ 50, em vez de R$ 74. Combine a retirada ou entrega pelo WhatsApp do autor.
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Experiência do cliente para ler, aplicar e levar autografada.
  • Arte com apoio da IA: Kátia Mendes compartilhou o site do Coletivo de Arte, criado inteiramente no Claude. Conheça o projeto.
  • Conexões da Liga pelo mundo: Akemi Soy passa a integrar o G100 – Global Networking Wing, por indicação de Lilian Schiavo, também nossa associada. Uma rede de mulheres que conecta liderança, colaboração e impacto positivo.
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Akemi Soy leva a Liga dos Inovadores para o G100 – Global Networking Wing.

Quer fazer parte da Liga dos Inovadores? Aqui você participa de encontros ao vivo, tem acesso a mentorias individualizadas, aprende sobre IA e outros temas da atualidade e encontra apoio para tirar seus projetos do papel. Para saber como entrar, fale com a nossa conectora, Priscila Pinheiro.

Até a próxima edição!

Marcelo Pimenta e equipe