DESAPEGO


A arte do DESAPEGO. Neste momento de mudanças é preciso entender que algumas coisas nunca mais serão as mesmas. E isso exige decisões pesadas, amargas. Mas muitas vezes necessárias. Ontem mesmo participei da demissão de pessoas, a entrega de sala, enfim… medidas difíceis que são muitas vezes NECESSÁRIAS para a SOBREVIVÊNCIA. E foi assim que aprendi o seguinte:

É melhor um fim desastroso que um desastre sem fim.

Quem me ensinou foi meu amigo Jeferson Durand. E é a mais pura verdade.

Muitas vezes temos medo de desapegar e dar fim a ciclos, processos. A dúvida é natural: será que não vou me arrepender?

Essa decisão não é simples, porém é preciso cortar o cordão umbilical para que a nova vida tenha autonomia. Se você tem dúvidas veja esse vídeo.

É o ciclo do fim que dá a origem ao novo.

E o desapego pode ter diferentes perspectivas:

  • Materiais – Sabe aquela mesa que você não aguenta mais? Aquele móvel que está só ocupando espaço? Desapegue! Existem diversos sites que te ajudam até a ganhar uma grana caso você não queria fazer uma doação.
  • Espirituais –  Quando estive no Peru, aprendi sobre a Trilogia Inca: o condor a serpente e o puma. Eles moram dentro da gente e é preciso desapego para poder entender isso. Talvez esse podcast que gravei te ajude a entender.

Ouça aqui o episódio do Podcast Mentalidades sobre a Trilogia Inca!

https://www.podbean.com/media/player/zywsu-902313?from=usersite&skin=1&share=1&fonts=Helvetica&auto=0&download=1&version=1

  • Profissionais – Talvez seu emprego não tenha mais a ver com esse novo você de hoje. E é preciso desapegar, seja para buscar novos desafios ou criar um negócio próprio. Se você quiser criar um negócio próprio sugiro essa Trilha que criei para ajudar empreendedores a abrir negócios inovadores a partir do zero
  • Relacionamentos – Ao longo da vida, as pessoas vão se modificando, acentuando características, desenvolvendo novas, perdendo (talvez) algumas. Num relacionamento, quando essas diferenças se tornam amarras que vão criando abismos e distâncias, é hora de desapegar. Eu já fui casado e tive a iniciativa de me separar. Foi doloroso, triste, porém foi necessário para que eu pudesse seguir meu caminho, pois apesar do meu casamento ter sido maravilhoso, ele não me servia mais. E desapeguei. E não me arrependo. Foi bom para nós dois.

Desapegar do que sabemos: o desaprender

Já desaprendeu alguma coisa hoje? Não, não troquei a palavra. Desaprender é tão importante quanto aprender, mas é um tema bem menos explorado – e aceito. Deveria ser, porque desaprender é uma das características de que precisamos para inovar.

Nosso cérebro aprende a partir do que já armazenou. As memórias conectam o desconhecido a algo que já conhecemos, e esse novo aprendizado vira base para os próximos. O caminho inverso é bem mais difícil: desaprender exige substituir algo em que acreditávamos e que já estava enraizado na mente. É o desapego mais difícil de todos.

Imagine o João, professor com décadas de carreira, que sempre baseou as aulas em alguns livros e as avaliações em textos escritos pelos alunos em sala. Com a chegada da inteligência artificial generativa, ele vai ter de aprender a usar novas ferramentas e repensar como avalia. E vai ter de desaprender algumas certezas, como a de que o livro é a única base do curso. As aulas ficam muito mais ricas quando ele combina livros, filmes, sites, jogos e IA (veja como a IA pode transformar a educação).

Para desaprender, é preciso afiar a curiosidade e se livrar de preconceitos. Se João acreditar que a IA só serve para os alunos colarem, será impossível desaprender – e ele e a turma perdem uma ótima ferramenta. Essa é a vantagem do desaprender: liberar espaço para maneiras novas e mais adequadas de resolver problemas. É o mesmo movimento de sair da zona de conforto e rever o mindset com que vemos o mundo.

Se você quer inovar, invista no desaprender. É um exercício que abre os olhos para caminhos e soluções que antes não enxergávamos, por causa de lições antigas enraizadas na mente.

Desapego é um ato de coragem.

Necessário.

Só você conhece sua realidade, mas se não te dá mais vontade, se não tem mais real interesse por uma camiseta, por um sofá, por um namorado, por um vizinho que só suga sua energia, não tenha medo – DESAPEGUE!

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Neste guia você vai encontrar um resumo do que é uma Mentalidade Inovadora. Mais do que isso, você vai poder aproveitar as dicas para colocar em prática uma nova forma de pensar e desenvolver essa mentalidade inovadora. Será importante, além de ler, refletir sobre cada aspecto abordado e praticar novas formas de pensar.